Material de mobilização cidadã — eleições de 2026

O Brasil está trabalhando. Ajude a garantir que continue.

Estratégia 5x2: mobilize 5 pessoas indecisas e leve 2 eleitores acima de 70 anos para votar. Esse site é uma iniciativa independente para mobilizarmos as pessoas a votarem no Lula. Aqui é um hub participativo com dados, reportagens e argumentos organizados por perfil de eleitor — inclusive para quem não gosta do PT — para conversar com quem ainda não decidiu o voto, com fonte para cada afirmação.

5,1%Menor desemprego da série histórica do IBGE, fechando 2025
103,3 miRecorde de ocupados no país (trimestre até jul/2026)
19 miFamílias atendidas pelo Bolsa Família em 2026

Pense em 5 pessoas

Um voto decidido, sozinho, é um voto. Mas se cada pessoa decidida conversar com até 5 pessoas indecisas, o efeito se multiplica rápido. Use o campo abaixo pra treinar, uma pessoa de cada vez: anote o argumento que ela te der e o site sugere uma resposta com fonte.

1

Pense nas 5 pessoas

Podem ser parentes, amigos, colegas de trabalho ou vizinhos — quem você sabe que ainda não decidiu o voto.

2

Anote o argumento dela

Depois de conversar, escreva no campo de cada pessoa o que ela te disse para não votar no Lula. É uma anotação sua, não um formulário.

3

Peça uma sugestão de resposta

O site cruza o que você escreveu com a biblioteca de argumentos (ou com a IA) e sugere uma resposta com fonte.

Com parente próximo, mobilize pelo afeto. Às vezes o motivo pra votar não é o interesse da própria pessoa — é o de quem ela ama. Uma mãe pode se interessar pelo Pé-de-Meia porque a filha estudante se beneficia, mesmo sem se importar muito com política. Pergunte quem, na vida dela, é afetado pelos programas — e comece por aí.
Fica só no seu navegador — nada é enviado pra nenhum servidor.

Ligue para 3 pessoas com mais de 70 anos esta semana

17,2 milhões de brasileiros têm 70 anos ou mais — o grupo cresceu 15% desde 2022, dez vezes mais que o eleitorado em geral. Em 2022, 58,9% deles (quase 9 milhões) não votaram; para 2026 a conta chega perto de 10 milhões. A eleição passada foi decidida por 2,1 milhões de votos.

85,7%

Comparecimento aos 60-69 anos

Voto ainda obrigatório — é a faixa que mais vota no Brasil, acima da média nacional de 79,1%.

41,1%

Comparecimento aos 70+

Voto vira facultativo e o comparecimento despenca — é a mesma pessoa, poucos anos depois, com a mesma opinião política.

48% x 34%

Idade hoje favorece Lula

Entre 60+, cenário de 2º turno da Quaest de agosto/2026 — inversão em relação a 2018.

  • 1

    Mapeie quem pode precisar de ajuda

    Pense em parentes, vizinhas e conhecidas — mulheres de 70+ que moram sozinhas faltam mais e votariam em Lula, mas têm menos gente por perto para ajudar.

  • 2

    Ligue — não mande mensagem

    Uma ligação de verdade funciona muito mais do que um texto para essa faixa etária.

  • 3

    Mobilize pelo afeto, não só pela política

    Uma avó pode se interessar em votar não pelo próprio benefício, mas pelo do neto ou da neta — o Pé-de-Meia, por exemplo, ajuda quem estuda. Pergunte quem na família dela é afetado pelos programas.

  • 4

    Combine o transporte

    Carona, app ou transporte público — combine com antecedência, na véspera, não na hora.

  • 5

    Saiam cedo

    Menos fila, menos sol forte, mais tempo se precisar resolver algo no local.

Minhas anotações

Espaço pessoal pra organizar quem você vai procurar — salvo só neste navegador.

Fale a língua de quem você quer convencer

Cada eleitor indeciso se importa com coisas diferentes. Escolha o perfil mais parecido com a pessoa que você vai conversar. Cada aba traz os pontos, a fonte e uma sugestão de como abrir a conversa.

Como conversar sem virar discussão

Dado certo, na hora errada, fecha a conversa. Estas técnicas de comunicação vêm antes de qualquer argumento.

1

Escute antes de falar

Pergunte o que preocupa a pessoa antes de despejar dado. Ela ouve mais quando sente que foi ouvida primeiro.

2

Valide o valor, não o boato

"Entendo que isso te incomoda" não é concordar com a informação errada — é reconhecer o que está por trás dela.

3

Fonte no lugar de opinião

Troque "eu acho" por um link. Um dado do IBGE ou uma reportagem pesa mais do que discussão de rede social.

4

"Sim, e" em vez de "sim, mas"

"Mas" descarta o que a pessoa disse. "E" continua a conversa a partir do ponto dela.

5

Um fato de cada vez

Escolha o argumento mais forte para aquele perfil (veja as abas acima) em vez de despejar tudo de uma vez.

6

Termine com convite

"Dá uma olhada e me conta o que achou" funciona muito melhor do que "você tem que votar assim".

7

Meta menor também vale

Se a pessoa não vai votar em Lula de jeito nenhum, tirar o voto dela do adversário — para nulo, branco ou outro candidato — já reduz a distância no 1º turno. Se ela estiver muito decidida no Flávio especificamente, veja a aba "Muito decidido no Flávio" em Argumentos, com pontos pra mirar só nele.

8

Use o carinho por você, com cuidado

Com quem já te ama ou confia em você, vale dizer "faço isso porque me importo, escuta nem que seja por mim". Funciona com família e amigos próximos. Não force esse tom com colega de trabalho, vizinho distante, motorista de app ou prestador de serviço — aí a relação não sustenta esse pedido, e pode soar estranho ou manipulador.

Prefira sempre a conversa pessoal, cara a cara. Mensagem de grupo de família ou de condomínio vira palco: a pessoa se sente vista pelos outros e defende posição em vez de pensar. Numa conversa individual, ao vivo, dá pra ajustar o tom pelo olhar e pela reação de quem ouve — isso é praticamente impossível por texto. Os experimentos de persuasão citados no rodapé desta seção mostram o mesmo: conversa presencial e individual muda opinião muito mais do que qualquer post, áudio ou mensagem de WhatsApp.

Por onde puxar esse papo, dependendo de onde você está

O jeito de começar muda com o lugar. Aqui vão sugestões para as situações mais comuns.

🚗

No Uber ou no táxi

Tempo curto, relação de serviço. Puxe de algo neutro no rádio ou no trânsito: "Nossa, só se fala de eleição, né? Já decidiu como vai votar?" Se a pessoa não topar o assunto, deixe pra lá — não é hora nem lugar de insistir.

🏠

Na família

Escolha um momento calmo, de preferência sozinho com a pessoa, não no meio do almoço em grupo. Puxe por algo que ela já comentou antes: "Fiquei pensando no que você falou outro dia, posso te mostrar uma coisa que achei?" Com idosos, aproveite para já combinar o plano de voto (seção Dia da Eleição).

💼

No trabalho

Assunto delicado entre colegas — evite grupo de trabalho e discussão na frente de todo mundo. Prefira uma conversa de corredor ou intervalo, tom leve: "Vi uma notícia hoje sobre desemprego, você tá acompanhando a eleição?" Sem pressionar quem não quiser continuar.

🏢

No condomínio

Corredor, elevador ou portaria — não o grupo de WhatsApp do prédio, que vira briga pública rápido. Teste o terreno sem assumir nada: "Você já decidiu seu voto esse ano? Tá osso escolher, né?" Se puxar pro lado do Flávio ou do Bolsonaro, não entre discutindo — valide a preocupação dela e puxe pelas abas Anti-PT ou Democracia e Soberania acima. Com vizinho idoso, prefira o gancho prático: "Já sabe como vai votar dia 4? Se precisar de carona, me chama."

🛒

No mercado ou na feira

Na fila do caixa ou com quem te atende, o gancho mais natural é o preço: "Nossa, esse item baixou/subiu, né? Você tem notado diferença na sua conta desse ano pra cá?" Curto, sem forçar, só abrindo espaço.

🔧

Prestadores de serviço

Eletricista, cabeleireiro(a), manicure, entregador — geralmente há mais tempo do que no Uber. Pergunte primeiro sobre o trabalho da pessoa, com respeito, antes de puxar política: "A isenção do Imposto de Renda ajudou você esse ano?"

Na igreja

Nunca durante a celebração — só em momento de confraternização, individualmente. Evite transformar o espaço religioso em palco político; puxe pelo que importa pra ela: "Tenho visto muita gente comentando a eleição, o que mais pesa pra você na hora de decidir?"

De onde vem isso: estas técnicas resumem achados de pesquisa sobre persuasão e mobilização eleitoral — não são achismo. Duas leituras de referência: a síntese de Gerber e Green sobre experimentos de mobilização, e o levantamento de Kalla e Broockman com 49 experimentos sobre o que de fato muda voto.

Onde você está, e com quem vai falar?

Escolha o lugar — e, se quiser refinar, o perfil da pessoa também. O site cruza os dois e sugere um tema pra puxar a conversa e as dicas certas.

Escolha ao menos o lugar para ver a sugestão.

Fontes para checar antes de compartilhar

Dados oficiais, reportagens, apuração de escândalos em curso e sites de checagem de fatos independentes. Sempre prefira mandar o link original, não um print.